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Quando pensamos no Google, normalmente lembramos do mecanismo de busca, do Gmail, do YouTube, do Google Maps ou do Android. Raramente nos perguntamos qual sistema operacional mantém toda essa infraestrutura funcionando. A resposta é simples: Linux.
Hoje isso parece natural. Mas houve um tempo em que essa escolha estava longe de ser óbvia. Na verdade, é difícil imaginar que o Google teria alcançado a escala atual sem o Linux. A história começa em 1998, quando Larry Page e Sergey Brin transformaram um projeto de pesquisa da Universidade Stanford em uma empresa. Eles tinham uma ideia revolucionária para organizar as informações da internet, mas não possuíam os recursos financeiros das grandes empresas de tecnologia da época.
Naquele período, construir um serviço capaz de indexar bilhões de páginas exigia uma enorme capacidade de processamento. A solução tradicional seria adquirir servidores Unix de fabricantes como Sun Microsystems, IBM ou Hewlett-Packard. O problema era o custo. Cada máquina representava um investimento de dezenas ou centenas de milhares de dólares. Para uma startup, esse modelo era simplesmente inviável.
Larry Page e Sergey Brin seguiram um caminho completamente diferente. Em vez de comprar poucos computadores extremamente poderosos, decidiram montar sua infraestrutura utilizando centenas de computadores comuns, equipados com componentes encontrados facilmente no mercado. Esses equipamentos eram muito mais baratos e podiam ser substituídos rapidamente em caso de falha.